Acho que nenhum outro homem me amou como ele, e mesmo tantos anos depois ainda sinto o conforto do seu colo, o olhar firme, decidido, mas com um quê de doçura. A sua inteligência, perspicácia, e raciocínio rápido sempre me fascinaram, suas manias me divertiam, e sempre era bom estar com ele.
Soube anos depois que ele disse que o pior dia da vida dele foi o dia que ele me perdeu. Ele teve medo, e pra mim soa estranho imaginar aquele homem tão forte e bem resolvido com medo. Já eu não tive medo nenhum, porque sabia que se fosse necessário mover o mundo pra me abraçar de novo, ele moveria. Então quando o vi se aproximando, eu tive a certeza tranquila que ele nunca ia me abandonar. Nem imaginava que ele sabia que não podia controlar o mundo todo, e que então teve medo de nunca mais me ver.
E quando eu o ouvia tocando aquela música, eu adorava, sentava perto pra ver e ouvir, e durante anos aquele som me trazia uma sensação boa de familiaridade, de amor e da presença dele. Só anos depois soube que aquela era a música que ele fez pra mim. Uma música todinha pra mim.
Acho que a maior dor que eu já tive foi não poder despedir dele quando ele foi embora. E embora eu soubesse que nada é para sempre, ainda sinto sua ausência. E apesar da ausência, eu sei que muito do que sou hoje, eu sou porque ele me ajudou a construir.
Esses dia ando mais sentimentalóide que meu normal, e tenho lembrado muito da minha defesa, e fico emocionada e com olhos molhados quando lembro da hora minha mãe me olhou com os olhos rasos d'água, abriu um sorriso, me abraçou e falou "Seu avô teria muito orgulho de você".
Soube anos depois que ele disse que o pior dia da vida dele foi o dia que ele me perdeu. Ele teve medo, e pra mim soa estranho imaginar aquele homem tão forte e bem resolvido com medo. Já eu não tive medo nenhum, porque sabia que se fosse necessário mover o mundo pra me abraçar de novo, ele moveria. Então quando o vi se aproximando, eu tive a certeza tranquila que ele nunca ia me abandonar. Nem imaginava que ele sabia que não podia controlar o mundo todo, e que então teve medo de nunca mais me ver.
E quando eu o ouvia tocando aquela música, eu adorava, sentava perto pra ver e ouvir, e durante anos aquele som me trazia uma sensação boa de familiaridade, de amor e da presença dele. Só anos depois soube que aquela era a música que ele fez pra mim. Uma música todinha pra mim.
Acho que a maior dor que eu já tive foi não poder despedir dele quando ele foi embora. E embora eu soubesse que nada é para sempre, ainda sinto sua ausência. E apesar da ausência, eu sei que muito do que sou hoje, eu sou porque ele me ajudou a construir.
Esses dia ando mais sentimentalóide que meu normal, e tenho lembrado muito da minha defesa, e fico emocionada e com olhos molhados quando lembro da hora minha mãe me olhou com os olhos rasos d'água, abriu um sorriso, me abraçou e falou "Seu avô teria muito orgulho de você".

